sábado, 16 de maio de 2026

Música Folclórica Brasileira (6º Área da Moda de Viola)

 


Modinha - A moda portuguesa também se espalhou para outras localidades como Rio de Janeiro e São Paulo, sempre atrelada às camadas mais populares, junto às quais terminou incorporando o lundu, praticado pelos negros da colônia, que seria responsável pela languidez que transformou a moda portuguesa em modinha brasileira. E foi assim, popular e lasciva que, a agora, modinha brasileira, foi para Portugal, onde conquistaria a corte e a sociedade portuguesa setecentista. A modinha brasileira chega a Portugal através de Domingos Caldas Barbosa, mulato filho de pai português e mãe angolana que conheceu tanto a modinha quanto o lundu durante a sua juventude, passada no Rio de Janeiro, onde também desenvolveu seus dotes de improvisador 

José Ramos Tinhorão. DOMINGOS CALDAS BARBOSA: O Poeta da Viola, da Modinha e do Lundu (1740-1800). São Paulo - 2004.

   

6º Área da Moda de Viola (Projetando-se de São Paulo, onde confina com a Área do Samba, para o centro e o sul do país).

Joaquim Ribeiro. FOLCLORE BRASILEIRO. 1914.



- SALÃO DE AUDIÇÃO -

A Cabocla. (Modinha)
Álbum: Boa Viagem.



Foto: Barbara Luana Brito.



Até breve... Estimados amigos, colaboradores e admiradores. Informando-lhes que sem nunca sair de "cartaz" estamos no Cine ABC (Música Folclórica Brasileira) You Tube aguardando á vossas ilustres presenças. Muito Obrigado.



quarta-feira, 6 de maio de 2026

Música Folclórica Brasileira (6º Área da Moda de Viola)



Batuque - O “Samba de Roda” em Caçapava. (1918 e 1922) iniciava-se, com desafio entre dois violeiros durante o qual notava-se “Passes de viola, isto é, acrobacias feitas com os próprios instrumentos”. Depois daquele seguia-se a parte coreográfica. Para inicia-la um cantador lançava quadra ou dístico os homens respondiam ao mesmo tempo que, batendo os pés, formavam um circulo cujo centro era ocupado pelos instrumentistas (que tocavam viola e caixa). Cantando pediam as mulheres que entrasse para a roda. Estas intercalavam-se no circulo dos homens, um atrás do outro (“Fila Indiana”). A roda progredia, dançadores gingando, com a mão na cintura ou no ombro de quem ia a sua frente.

Rossini Tavares de Lima. MELODIA E RÍTMO NO FOLCLORE DE SÃO PAULO. São Paulo - 1954. 

   

6º Área da Moda de Viola (Projetando-se de São Paulo, onde confina com a Área do Samba, para o centro e o sul do país).

Joaquim Ribeiro. FOLCLORE BRASILEIRO. 1914. 



- SALÃO DE AUDIÇÃO -

Roda de Samba. (Batuque)
Álbum: Villa Velha.




Foto: Adela Aragón López.


Muito Obrigado... Queridos amigos. Estamos aguardando ás vossas ilustres presenças no Cine ABC (Música Folclórica Brasileira) YOU TUBE. Ate breve !!!


domingo, 26 de abril de 2026

Música Folclórica Brasileira (6º Área da Moda de Viola)



Galope - É um dos tipos de martelo, no “desafio”, sextilha de decassílabos.

Luís da Câmara Cascudo. DICIONARIO DO FOLCLORE BRASILEIRO. Pag. 285. Rio de Janeiro -1954.

   

6º Área da Moda de Viola (Projetando-se de São Paulo, onde confina com a Área do Samba, para o centro e o sul do país).

Joaquim Ribeiro. FOLCLORE BRASILEIRO. 1914.



- SALÃO DE AUDIÇÃO -

Gangaço. (Galope)
Álbum: Minha Terra.




Foto: Georgina de Milão.







Muito Obrigado... Querido Amigos, Colaboradores e Admiradores. Estamos em "Cartaz" no Cine ABC (Música Folclórica Brasileira) "You Tube". E através dos vossos ilustres pedidos á Radio Barreirinha (Portugal) disponibilizarão o nosso Acervo Musical. Outrossim não percam o Ponto de Conexão com á eminente jornalista Claudia Araújo na Terça-Feira. Com a "reapresentação" na próxima Terça-Feira, dia 5 às 15 horas. Bom divertimento.


 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Música Folclórica Brasileira (6º Área da Moda de Viola)



Xácara - Romance, seguidilha, que se canta á viola em som alegre, regista o Dicionário de Domingos Vieira. É a definição de Morais que adianta ter vindo xácara do castelhano. Narrativa popular, em verso.

Luís da Câmara Cascudo. DICIONARIO DO FOLCLORE BRASILEIRO. Pag. 646. Rio de Janeiro – 1954.

   

6º Área da Moda de Viola (Projetando-se de São Paulo, onde confina com a Área do Samba, para o centro e o sul do país).

Joaquim Ribeiro. FOLCLORE BRASILEIRO. 1914. 



- SALÃO DE AUDIÇÃO -

O Coronel. (Xácara)
Álbum: Maré Alta.




 
Foto: Coaxi Equipe.
Ana Maria recebe o Premio: "Mulheres Empreendedoras do 
Recôncavo Meridional" das mãos da Jornalista Naiara Oliveira.





Foto: Ageu Cardeal.



Forte Abraço... Queridos Amigos !!!
Queremos agradecer á vossas visitas no Cine ABC (Música Folclórica Brasileira)

Até Breve. 

                                                   


segunda-feira, 6 de abril de 2026

Música Folclórica Brasileira (6º Área da Moda de Viola)



Repente Amartelado - É verdadeiramente o grande instrumento da cantoria sertaneja. Violeiro é sinônimo de cantador. Outrora amarravam uma fita nas cravelhas, depois de cada vitória. Vi algumas violas espetacularmente enfeitadas de fitas multicores, orgulho do cantador, que evocava os desafios representados por esses símbolos.

Luís da Câmara Cascudo. DICIONARIO DO FOLCLORE BRASILEIRO. Pag. 639. Rio de Janeiro - 1954.

   

6º Área da Moda de Viola (Projetando-se de São Paulo, onde confina com a Área do Samba, para o centro e o sul do país).

Joaquim Ribeiro. FOLCLORE BRASILEIRO. 1914.



- SALÃO DE AUDIÇÃO -

Viola Caipira. (Repente Amartelado)
Álbum: Fonte Nova.




Foto: Cortesia.



Muito Obrigado... Queridos amigos, colaboradores e admiradores.
Estamos em Cartaz no Cine ABC (Música Folclórica Brasileira)
- YOU TUBE -

Aguardaremos Vossas Visitas.

Até breve.


quarta-feira, 25 de março de 2026

Música Folclórica Brasileira (6º Área da Moda de Viola)



 

Terno - Alguns, muitos mesmo tocadores de flauta, violoncelo, rabecas, etc., juntava-se aos Cantores, que os alumiavam, desenrolando músicas escritas.

            A um momento dado, findos os preparos os Encomendadores das Almas desciam lentos de sua soturna estância; e, rompendo a marcha, a campanhia vibrava metálica, a matraca batia, a procissão desfilava, tétrica, pavorosa e de fazer arrepiar os cabelos.

Melo Morais Filho. FESTAS E TRADIÇÕES POPULARES DO BRASIL. pag. 193. Rio de Janeiro -1946.

   

6º Área da Moda de Viola (Projetando-se de São Paulo, onde confina com a Área do Samba, para o centro e o sul do país).

Joaquim Ribeiro. FOLCLORE BRASILEIRO. 1914.



- SALÃO DE AUDIÇÃO -

Terno das Almas. (Terno)
Álbum: A Folha da Mata.



Foto: Sorbonne.



Muito Obrigado. Amigos, Colaboradores e Admiradores da nossa Arte Lítero-Musical.
Seguimos em "Cartaz" no Cine ABC (Música Folclórica Brasileira) You Tube.
Contamos com a vossa visita.
Até Breve...




domingo, 15 de março de 2026

Música Folclórica Brasileira (6º Área da Moda de Viola)



 

Martelo - Há confusão na nomenclatura dos tipos poéticos sertanejos em sua maioria pela ignorância dos cantadores analfabetos ou rapidez do registro do observador. Esse tipo de alexandrino nunca se adaptou na literatura tradicional brasileira mas o nome ficou, origem erudita visível em sua ligação clássica com os letrados portuguêses do primeiro quartel do século XVIII. 

Luís da Câmara Cascudo. VAQUEIROS E CANTADORES. Pag. 13 e 14. Porto Alegre - 1939.    

   

6º Área da Moda de Viola (Projetando-se de São Paulo, onde confina com a Área do Samba, para o centro e o sul do país).

Joaquim Ribeiro. FOLCLORE BRASILEIRO. 1914.



- SALÃO DE AUDIÇÃO -

Martelo. (Martelo)
Álbum: Minha Terra.



Foto: Cortesia.






Até breve... Queridos amigos: Quarta-Feira na Rádio Barreirinha e todos os dias no Cine ABC (Música Folclórica Brasileira) - YOU TUBE. Contamos com as vossas ilustres presenças. Muitíssimo obrigado. 




quinta-feira, 5 de março de 2026

Música Folclórica Brasileira (6º Área da Moda de Viola)



Batuque - Samba de Viola e Samba Amarrado, se encontra na antiga região da cana que abrange Maracangalha, São Francisco do Conde, Terra Nova, Teodoro Sampaio, Saubara, Santiago do Iguape e principalmente Santo Amaro.

Katharina Döring. A CHULA NO SAMBA DO RECÔNCAVO. Notas da contracapa do CD e DVD. “CANTADOR DE CHULA”. Salvador - 2009.

   

6º Área da Moda de Viola (Projetando-se de São Paulo, onde confina com a Área do Samba, para o centro e o sul do país).

Joaquim Ribeiro. FOLCLORE BRASILEIRO. 1914. 



- SALÃO DE AUDIÇÃO -

Oxóssi. (Batuque)
Álbum: Rua da Festa




Foto: Guto Cordeiro.






Até Breve... Queridos Amigos, Colaboradores e Admiradores. Muito Obrigado.




terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Música Folclórica Brasileira (6º Área da Moda de Viola)



Gemedeira - Segurou a viola com estranha unção chamando-a de encontro ao peito. Sentiu uma enorme e estranha vontade de trovar. E batendo os dedos na madeira, sustentou a “gemedeira”. E com ela parecia que o sertão inteiro chorava também.

Paulo Dantas. DELMIRO GOUVEIA E OUTROS SERTÕES. Pag. 73. São Paulo - 1976

   

6º Área da Moda de Viola (Projetando-se de São Paulo, onde confina com a Área do Samba, para o centro e o sul do país).

Joaquim Ribeiro. FOLCLORE BRASILEIRO. 1914. 



- SALÃO DE AUDIÇÃO -

A Nova República. (Gemedeira)
Álbum: Minha Terra. 





Foto: Monsieur Jaffre.


Muito Obrigado... Queridos amigos, admiradores e colaboradores
informando-lhes que continuamos em "Cartaz" no
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Até Breve !!!


sábado, 14 de fevereiro de 2026

Música Folclórica Brasileira (6º Área da Moda de Viola)

 


Bate - Pé - Após a Moda do “catira”, “cateretê” ou “bate-pé”, cantam os “recortes” antes de cada sapateado. Abecês, (o A.B.C, isto é, uma série de estrofes iniciadas com as letras do alfabeto, é um gênero poético cultivado em todo o país, sejam os matutos e tabaréus do Norte, os “quejeiros” goianos, os capiaus mineiros ou os caipiras paulistas), Moda catireiras e Modas diversas.

Cornélio Pires.  SAMBAS E CATERETÊS.  São Paulo – 1932.

 

6º Área da Moda de Viola (Projetando-se de São Paulo, onde confina com a Área do Samba, para o centro e o sul do país).

Joaquim Ribeiro. FOLCLORE BRASILEIRO. 1914.



- SALÃO DE AUDIÇÃO -

Bate Pé. (Bate-Pé)
Álbum: Bate Pé.




Foto: Adela Aragón López.


Muito Obrigado por vossas visitas.
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Música Folclórica Brasileira (6º Área da Moda de Viola)


 

Modinha - Os instrumentos típicos acompanhadores das modinhas cultivadas em solo brasileiro em sua fase inicial foram: a viola de arame e a guitarra que, foram trazidas pelos colonizadores portugueses.

Siqueira Batista. MODINHAS DO PASSADO. Pag. 38. Rio de Janeiro – 1979.

 

6º Área da Moda de Viola (Projetando-se de São Paulo, onde confina com a Área do Samba, para o centro e o sul do país).

Joaquim Ribeiro. FOLCLORE BRASILEIRO. 1914.



- SALÃO DE AUDIÇÃO -

Procura-se. (Modinha)
Álbum: Minha Terra.




Foto: Sorbonne.



Até breve... Estimados Amigos !!!

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Muitíssimo Obrigado. 


 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Música Folclórica Brasileira (6º Área da Moda de Viola)

 


Romance - Trabalha-se, bebe-se e canta-se. Isto é nas populações agrícolas das mattas; nas criadoras dos sertões observam-se os mesmos costumes com as indispensáveis alterações. Os vaqueiros usam do celebre aboiar, e alguns dos nossos romances e xácaras mais originaes, como o Boi-Espacio, o Rabicho da Geralda, a Vacca do Burel, têm esta origem.

Silvio Romero. CANTOS POPULARES DO BRASIL. Pag. XVII. Rio de Janeiro/São Paulo - 1897.

 

6º Área da Moda de Viola (Projetando-se de São Paulo, onde confina com a Área do Samba, para o centro e o sul do país).

Joaquim Ribeiro. FOLCLORE BRASILEIRO. 1914.



- SALÃO DE AUDIÇÃO -

Lagoa da Onça. (Romance)
Álbum: Lagoa da Onça.





Foto: Buenos Aires Fotografias.


Até Breve... Estimados amigos, colaboradores, admiradores, frequentadores
e pesquisadores da nossa Brasiliana. Continuamos em Cartaz no
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Muitíssimo Obrigado.


 


terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Música Folclórica Brasileira (6º Área da Moda de Viola)



Toré - A viola deve ter sido o primeiro instrumento de cordas que o Brasil conheceu. O século do povoamento brasileiro, o séc. XVI, foi á época do esplendor da viola em Portugal, expresso nos autos de Gil Vicente e nos Cancioneiros. O padre Fernão Cardim cita abundantemente a viola. A orquestra típica das festas jesuíticas era a viola o pandeiro, o tamboril e a flauta. Espalhou-se por toda parte. É ainda o instrumento animador dos velhos bailes populares e devocionais no norte e no sul do país.

Luís da Câmara Cascudo. VAQUEIROS E CANTADORES. Págs. 135 e 140. Porto Alegre - 1939.

 

6º Área da Moda de Viola (Projetando-se de São Paulo, onde confina com a Área do Samba, para o centro e o sul do país).

Joaquim Ribeiro. FOLCLORE BRASILEIRO. 1914.



- SALÃO DE AUDIÇÃO -

O Côco. (Toré)
Álbum: Boa Viagem.





Foto: Monsieur Jaffre.



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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Música Folclórica Brasileira (6º Área da Moda de Viola)

 


Romance - Por alli se verá que a mór parte dos romances, xácaras, cheganças, reisados e canções varias que aqui se encontram são cantados, são acompanhados de musicas muito expressivas e repetidos em festas e folguedos muito originaes. E, precedendo multidão numerosa, agitando archotes accesos, a marujada avulta com tocatas de violão, flauta, viola, rabeca, etc., encaminhando-se para uma casa abarracada, cujas janellas se apinham de gente que se atropella para vêl-a.

Silvio Romero. CANTOS POPULARES DO BRASIL. Pag. 367 e 370. Rio de Janeiro/São Paulo - 1897.

 

6º Área da Moda de Viola (Projetando-se de São Paulo, onde confina com a Área do Samba, para o centro e o sul do país).

Joaquim Ribeiro. FOLCLORE BRASILEIRO. 1914.




- SALÃO DE AUDIÇÃO -

A Nau Lisboeta. (Romance)
Álbum: Maré Alta.





Foto: Monsieur Jaffre.



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