Hoje estaremos no NISES, Genipapo, Sapeaçu- Bahia em temporadas no Auditório e no Museu.
Abraços e agradecimentos aos amigos e colaboradores da Música Folclórica Brasileira.
Bom dia amigos e amigas, hoje estaremos em Cachoeira- Bahia - Brasil em audição de Musica Folclórica Brasileira no cinema local.
Queremos agradecer em especial as comitivas de Santo Antônio de Jesus, Salvador e Cachoeira e ao Instituto Roque Araújo de Cinema e Audiovisual, e a Direção e os funcionários do Cinema local.
QUERIDOS AMIGOS ESTAREMOS JUNTOS, NAS MALOCAS TUPYS PARA AS COMEMORAÇÕES DAS TRIBOS BRASILEIRAS. FICA O NOSSO ABRAÇO E MAIS NOVIDADES AUDITIVAS, DO PINDORAMA.
-PINDORAMA (BANZABÊ) ÁLBUM: NA BOCA DO POVO. SEGUEM AS FOTOS DAS TEMPORADAS, NO QUILOMBO E NA RESERVA ECOLÓGICA AMBOS NA COSTA DO DENDÊ.
Os Tupi-Guaranis
O principal grupo indígena do Brasil foi denominado tupi-guarani.
Essa designação é linguística e se refere a um conjunto de línguas
aparentadas, faladas por uma grande quantidade de tribos indígenas. Não
existia, propriamente, uma única língua, nem se compartilhava uma
única cultura. Contudo, acredita-se que essas línguas tiveram
origem comum e foram se diferenciando com o passar do tempo.
Sua primeira proveniência teria sido do Baixo Amazonas, em
cerca de 500 a.C., e logo ela se expandiria, em direção ao
Sul, pelo Rio Tocantins e por outros que correm no Cerrado.
Dali, teriam ido mais ao Sul, atingindo o atual Paraguai, seguindo,
depois, para a costa e em direção ao Nordeste do Brasil. Acredita-se
que, antes da chegada dos portugueses, já ocupavam quase todo o interior
do Brasil. Os dois grandes grupos
linguísticos corresponderiam ao guarani, a Oeste, e ao tupi, a
Leste. Apesar de existirem muitos outros grupos indígenas que
não falavam línguas do tronco tupi-guarani, sua prevalência
explica a influência predominante que tiveram no Brasil.
Por isso, as nossas heranças indígenas provêm, em sua maior parte, dos tupis e dos guaranis.
Os povos brasileiros pré-cabralianos usavam a cerâmica e seus
costumes influenciaram, de forma decisiva, a nossa cultura, como a rede
de dormir, ainda hoje tão utilizada em muitos lugares do Brasil.
As mulheres tinham posição social de
destaque e as relações de parentesco estavam, em grande parte,
centradas nelas. Além de dominarem a agricultura das plantas nativas,
esses índios caracterizavam-se por sua preocupação com o asseio,
banhando-se com frequência nas águas abundantes e ainda límpidas das
terras onde seria construído o Brasil. E tudo isso passou, de diversas
maneiras, para a sociedade brasileira. Fonte: São Paulo Faz História
Preparo do banquete ritual, por Theodore de Bry (1592) Banquete ritual, por Theodore de Bry (1592)
Estes dias no País a festa é o Carnaval! Desde os tempos do Entrudo no Brasil Colônia, segundo Camara Cascudo, festeja-se os dias que precedem a Quaresma. À epoca da Colônia era dispensada, pela Igreja, festas e divertimentos próprios desse tempo. Para entender tanta alegria em ruas brasileiras recorremos ao Câmara Cascudo em Dicionário do Folclore Brasileiro, e lá está pequenos detalhes da festa que de inicio era de intento religioso e marcava brincadeiras entre pessoas nas ruas. Os brincantes levavam nas mão artifícios como água, farinha do reino, fuligem, goma... arremessando nas pessoas e a brincadeira estava generalizada entre famílias, escravos e ruas da Colônia. De todos os sortilégios da alma humana o Carnaval é um dos aspectos da Cultura de nosso Brasil. Bom Carnaval a todos!
Para os dias atuais a Mala do Folclore arregimenta novidades.
Estamos em temporada de Verão e continuamos nossas viagens pelas estradas da Bahia, garimpando nossos tesouros e encontrado novos e velhos amigos.
Estamos de Malas prontas para apresentar nosso trabalho de Audição de Música Folclórica do Recôncavo a Costa Dendê. Entre estas as cidades de Cachoeira, Santo Amaro da Purificação, São Francisco do Conde, subindo a Serra em direção a Morro de São Paulo , passaremos por Cruz das Almas,Sapéaçu, Santo Antonio de Jesus.
No Brasil Colonial do Padre Antonio Vieira, das Canas de Engenho, o Povo de África é visitado pela mãe das águas Yemanjá, que atravessou o oceano para acalentar seus filhos, deixando como lembrança uma imagem de pedra em forma de baleia. Neste lugar passa a ser preservado desde o ano de 1633 como lugar sagrado para o povo de Culto de Matriz Africana.
Além do festejo do Povo de Santo, fica vivo em nossos registros esta obra literária de nosso Cânone padre Antonio Vieira. Sendo este Sermão referenciado para uma Irmandade de Negros que na época denunciava as mazelas que viviam naquele período.
“Em um engenho sois
imitadores de Cristo Crucificado: porque padeceis de um modo muito semelhante
ao que o mesmo senhor padeceu na sua cruz. (...) Cristo despido, e vos
despidos, Cristo sem comer e vós famintos; Cristo em tudo maltratado, e vós
maltratados em tudo. (...) Eles mandam e vós servis, eles dormem e vós velais;
eles descansam, e vós trabalhais; eles gozam o fruto de vossos trabalhos, e o
que vós colhei deles é um trabalho sobre o outro. Não há trabalhos mais doces
do que os da vossa oficina; mas toda essa doçura para quem é? Sois como as
abelhas de quem disse o poeta: "Sic vos non vobis mellificatis apes".
Sermão XIV do Rosário, 1633 - Padre Antonio Vieira.
Para nossa alegria e gratidão somos felizes pela sua companhia. Caminhando conosco vamos apreciando mais uma sonoridade da Mala do Folclore:
Na Bahia, por volta do ano de 1700, deu-se origem ao culto ao Senhor do Bomfim.
Presente na sociedade da época, o Povo Africano cultuava, ao limpar a Igreja, a festa consagrada as Águas de Oxalá.
Para o povo Baiano é dia de Agradecer e Festejar!
Para tanto desejamos aos nossos amigos de postagens um singelo presente. (Boa Viagem- Samba Bahiano).