sábado, 9 de setembro de 2017

A FEIRA




                                                            Carybé - A Chuva




Carybé - Boiada na Chuva.(Travessia)




Carybé - A Feira




Carybé - A Feira




Carybé - A Feira




Carybé - As Vendedoras




Carybé - Os Magarefes




Carybé - Capoeira




Carybé - A Feira




Carybe - Criador de Passarinhos




Carybé - Galinha Legorn




Carybé - O Vaqueiro com Pega e Mulata




Carybé - Rua do Meio




                     Tabaréus, mascates, comedores de fogo, propagandistas, violeiros, improvisadores, vendedores de pássaros, domadores de macaco, todos se distribuem na imensa faixa calçada que vai da loja Pires, na rua Direita, atravessa as praças João Pedreira e da Bandeira, até perder-se na cabeceira da avenida Getúlio Vargas. Além da esquina do Santanópolis, além da rua do Sol
.
                   A massa humana em movimento, em transações. E senhoras e senhores, conheçam a estória em prosa e verso das façanhas do Lucas da Feira. O aviso é um alerta na multidão, o poeta popular desloca-se agilmente em meio aos espectadores, coloca-se no centro da roda. Quem sabe ler que leia dessa literatura, quem não sabe que ouça de ouvidos bem abertos.

                  Festas, fogos de vistas, luminárias. Gentes de longe chegam para ver. O maior cangaceiro do sertão baiano, vinte anos de mortes, assaltos, fugas, combates, perseguições, o fim na forca. Seu pai de criação, um padre; nascera de mãe escrava. Salteador, escreveu não leu, pau comeu. Começa com ele o ciclo do cangaço nordestino. Vem ver, gente, a estória de Lucas da Feira. Os amores de Lucas. O porquê do Limão. Dom Pedro Segundo não resistiu á tentação de conhecê-lo. Palácio Imperial, um visitante de fama singular. Protocolo? Dispensado. Atenção, Dona Teresa Cristina desmaiou, cruz credo, esse é o Lucas da Feira? O último pedido, o chilique da Imperatriz, a pena confessada do Imperador. O último pedido. O foguetório. O corpo do Lucas a balançar na forca.

                  Da esquina do Ginásio Santanópolis até o colo do Ponto Central. Além das cercas dos Celestinos, uma reta só em chão batido, a poeira, a feira seguindo seu curso que nem rio, com nascente e foz, fluxos que se estendem e se reencontram, que refluem, estágios superiores, médios e inferiores, leito ora manso. Ora acidentado, margens, a feira dividida em espaços de frutas, cereais, carnes, sacaria, cerâmica, farinha, aves, cestarias, trançados, peças de corte e de tiro, perfumarias, panos, tecidos finos e grossos, artigos de ferro, artesanato sertanejo, talhas, porrões. Potes, resfriadores, vasos, adornos. O barro cru e queimado, seções de frutas, tamarindo, abacaxi, fruta-pão, manga, umbu, laranja, seções de peixe, de água doce e salgada do mar.
               
              Sons criadores emergem do alarido da feira. Sons de berimbau elevam-se. (...)

              Mais rodas se formam espontâneas, capoeiras, pretos de peito nu e calças brancas ensaiam passos, aprimoram escolas. Jogo ligeiro, camarado no coração da feira. São Bento Grande, Mestre Muritiba.

                             Besouro quando morreu
                             Abriu a boca e falou
                             Que o mundo vai se acabar
                             A canga fica pro chamador
                             E no dia do dilúvio
                             O mundo todo paralisou.
                             Viado perdeu a tria
                             Tatu no buraco entrou
                             E o cago foi dizendo
                             Ai, meu Deus pra onde vou?

As vozes seguram, então, o estribilho:

                            Ei, zum, zum, zum,
                            Capoeira mata um
                            Ei, zum, zum, zum,
                            Capoeira mata um.

Mestre Muritiba entra novamente:

                           Atirei num cutia
                          por cima duma cancela
                          Quando a cutia caiu
                           eu caí em cima dela
                           Tirei o couro, espichei
                           e fiz uma capa de sela.
                           Se você tá duvidando
                           pergunte ao Loreano
                           que anda montado nela.(...).
                           
                             
                   Havia ainda uma feira menor, em sentido horizontal, intercalada nas ruas que cruzam a praça João Pedreira e a avenida Getúlio Vargas. Mais ou menos doméstica, do povo dos subúrbios, dos pobres do Centro que trazem suas garapas de cana, limão, laranja, maracujá, mangaba, bordados, miudezas caseiras, baratas, para perto dos negociantes de artefatos de couro, chinelos, alparcatas Maria Bonita, bijuterias, redes de cabelo, armarinhos, da rua Salles Barbosa principalmente. Do Mercado Municipal aos arredores do Cassino do Lindinho Labareda, banqueiro do jogo do bicho e do jogo do amor, mulheres da vida passeiam seus brincos de vidros, seus balangandãs encomendados na Bahia, suas jóias multicores – essa feira recria encantos. (...).

                 A feira ferve na segunda-feira, a feira urbana, do comércio doméstico. Entre essa feira, que antes já foi na terça e que agora começa verdadeiramente na sexta á noite, atravessa o sábado e o domingo, para esgotar-se na segunda – entre essa feira e a feira do gado, na Queimadinha, Florêncio se movimenta, se agita se realiza. E quem não há de?.

                Do Missuíça ao Dálvaro do Amor Divino, todo mundo se encontra e se reencontra na feira, para comprar ou para assuntar, para falar ou para ouvir, para aprender ou para ensinar. Venha, venha à Feira de Santana numa segunda-feira, com seus tabaréus, seus sertanejos, seus matutos, seus forasteiro, seus comerciantes, seus pensadores, seus poetas, seus sábios, seus macumbeiros, seus oradores, suas mulheres, seus artífices, seus mestres, seus negociantes, seus coronéis. E fique para a micareta, a maneira daqui de ser carnaval, a micareme. Há os Fantoches, a Cruz Vermelha, os Gaiatos do Mercado e as Melindrosas da Queimadinha.

               Nessa feira do comércio doméstico, da praça João Pedreira à avenida Getúlio Vargas ou na Feira do Boi, a do Campo do Gado, os tabaréus chegam de léguas afastadas, descem de serras distantes ou sobem caminhos acima do sertão, de chapadas e de terras estorricadas, com seus frutos, os frutos da terra trabalhados por eles. Suas esteiras, suas cestas de pindoba, seus artefatos de sisal, os objetos de barro cozido, sua arte rude, barata, herdada dos mamelucos, dos índios, dos pretos escravos que povoaram Santana dos Olhos D’ Água.

             Esses homens, mulheres e crianças que movimentam suas ilusões construídas em suores de três dias em cada semana, para estar na Feira de Santana, sexta-feira e dormir ao relento, na frieza, a esperar o comprador, habitam choupanas com uma ou duas aberturas que servem de porta e janela, são casas de taipa, com paredes de barro, o barro atirado com a mão, no tapa, pedaços de madeira, alguma areia, algum cal.

            São pobres como os pretos, tão pobres quanto os pretos e assim, embora brancos ás vezes de olhos verdes, azuis, os que assim são também como pretos são tratados porque são pobres, chegam e saem, entram e saem da feira como anônimos, entram na cidade silenciosos, com seus objetos na cabeça, ou nos ombros, ou na carroça, ou na cangalha dos animais, dos poucos animais que têm para carregar seus produtos e voltam, montados ou a pé, a cada semana, vêm e voltam com seus trastes, as sobras da feira, com pequenas aquisições, o que deu com o dinheiro ganho, juntos, unidos na volta como na ida, para suas casas de palha e taipa, onde dormem e acordam com muitas juras mas sem muitas esperanças, onde dormem e comem e vivem juntos, sobre o chão batido, ai procriando, em cima da esteira, do pano ralo a forrar o chão batido, muitas vezes sobre palhas estendidas como tapetes, lençóis ou toalhas, para comer e dormir. Homens, mulheres e crianças, pobres absolutos, que vivem como bichos, entre seus cavalos, seus porcos, seus cachorros, seus gatos, seus enganos, suas efemeridades, mas não sua felicidade.

          Alguns desses homens e mulheres, crianças da roça que se fizeram adultos, vivem como bichos, sem luz, suas carências, suas necessidades, rompem a união e não regressam. O pai-de-santo, o aguadeiro, o carregador, a mulher da rua do Meio ou o operário da olaria que conseguiu um lugar de ala das Melindrosas, são ex-tabaréus, ex-matutos que se inserem na humanidade de Feira de Santana, entre os piauienses, os alagoanos, os sergipanos, os pernambucanos, os de toda parte que se atropelam nas ruas e avenidas novas, nas vias da febre do crescimento da cidade, nos ramais do boi, no Campo do Gado.

         Uma vez ou outra, pela mão de um coronel ou de um liberal, um desses homens ou mulheres ingressa na sociedade, confraterniza, distribui cartões de visita e disputa preferências – mas, o coronel Farinha ou o Dr. Bonfim, como bons patriotas, logo advertem para a origem humilde, até há pouco tempo eram simples matutos, tabaréus, hoje têm a vida feita, são felizes, são felizes.

                                      Viado perdeu a tria
                                      Tatu no buraco entrou
                                      E o cago foi dizendo
                                     Aí, meu Deus, pra onde vou?

        O som da capoeira, o som da feira, de Mestre Muritiba, letra e melodia, se faz eco, acompanha os passos de Florêncio.

                                    Ei, zum, zum, zum,
                                    Capoeira mata um
                                    Ei, zum, zum, zum,
                                   Capoeira mata um.

       Ele vai andando e cantando, trauteando, trauteando. E quando a segunda-feira nada dá ou dá muito pouco, os recados, as encomendas, os mandados, Florêncio espera pela terça e se junta aos carroceiros que com suas carroças vão recolhendo pelos caminhos, picadas da Queimadinha, nas trilhas do Campo do Gado, do Matadouro, do boi, boiada, a bosta que ficou ao chão para o sol secar, a secar, a ser recolhida para vender como esterco. As carroças da bosta, do estrume, do dejeto do boi, recolhem e vendem nas fazendas, nas plantações, para o esterco, para a riqueza da terra, os laranjais, as lavouras de frutas e cereais, vai andando e cantando, trauteando, trauteando, que mais há para fazer? E é pouco? Vida, vida, bela vida, vidaça.

       - Hem, Florêncio, vamos à bosta amanhã?
É o Pulinho, filho de criação de Tom Palanque, quem pergunta.
      - Amanhã tem bosta?
      - Tem.
      - Então, vamos.(...).

Juarez Bahia: SETEMBRO NA FEIRA. (Romance). Págs.: 148, 151, 156 a 160. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.




                                                             

Carybe - A Feira




Carybe - A Feira




Carybé - A Feira




Carybé - A Feira




Carybé - A Feira




Carybé - A Feira



Carybé - Cipó.(Zabumba)




Carybé - A Feira




Carybé - A Feira




Carybé - A Feira




Carybé - Sem Titulo




Carybé - A Feira




Carybé - A Feira




Carybé - Retirantes




Carybé - Boiada




- SALÃO DE AUDIÇÃO -


A Feira. (Samba)
Àlbum : Minha Terra


Bom Dia... Obrigado pela Companhia !!!



















                                                              














terça-feira, 29 de agosto de 2017

VAQUEJADA





Vaqueiros - Assis Costa



Cavalgada - Carybé




Vaqueiros e Bois - Carybé




Vaquejada em Massapê - Mestre Vitalino




Vaqueiro de Couraça - Emidio Magalhães





                                
             
         Vaqueiro Misterioso – Em todas as regiões brasileiras de pastorícias, antigo Nordeste, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Bahia, há a tradição de um vaqueiro misterioso, sabedor de segredos infalíveis, mais destro, mais hábil, mais afoito, melhor cavaleiro, que todos os outros reunidos.
                               
        Usa vários nomes. Ninguém sabe onde êle mora, nem a terra em que nasceu. Aparece nas horas de vaquejada ou “apanha” de gado novo, “ferra” ou “batida” para campear.
                              
    Vence a todos os companheiros, Recebe o pagamento. Desaparece para surgir, vinte, cinquenta léguas adiante, noutra fazenda repetindo as façanhas julgadas sobrenaturais.
                            
   Monta um cavalo velho ou uma égua aparentemente imprestável e cansada. Mal vestido, humilde, sofrendo “remoque” dos vaqueiros e campeadores, termina sendo o primeiro, o mestre supremo, aclamado como um herói, desejado pelas mulheres, convidado para os melhores lugares pelo fazendeiro.
                           
      Recusa todas as seduções e remergulha no mistério. aparecendo numa fazenda, o vaqueiro desconhecido cerca e encaminha para o curral, êle sozinho, quase toda a gadaria e em pouquíssimas horas.
                        
      Galopa léguas e léguas em minutos. Imobiliza touros possantes com um gesto ou uma palavra.
                             
     Seu cavalo é um relâmpago. No Nordeste, nas vaquejadas, corre sempre para derrubar e nenhum novilho, nenhum garrote, foge á irresistível “mucica” que o sacode, três vezes de patas para o ar, no chão, entre palmas.
                         
      Correndo de “esteira” não há boi-marruá, novilhote reboleiro, ou vaca-velhaca que “espirre” para o mato, “ganhando o fechado”. No copo, garfo e alegria é sem rival.


(Luís da Câmara Cascudo, GEOGRAFIA DOS MITOS BRASILEIROS, “Vaqueiro Misterioso”, 411 – 415, ed. José Olympio, Rio de Janeiro, 1947).





Vaqueiros na Caatinga - Carybé




O Vaqueiro - Ruy Relbquy




Aboio dos Vaqueiros - Andre Cunha




Vaqueiro Nordestino - Octo Marques




Boa Noite - Rodval Matias




- SALÃO DE AUDIÇÃO -

Vaquejada (Aboio)
Àlbum: Minha Terra



Obrigado pela companhia... até breve !!!






                                                     


                               








terça-feira, 15 de agosto de 2017

O FOLCLORE



Menina Brincando de Cabra-Cega. "Orlando Teruz"


Crianças Pegando Côco. "Gentil Garcez"


Ciranda. "Marisa Lacerda"


                      CONGRESSO DE FOLCLORE - O primeiro Congresso Brasileiro de Folclore. Realizou-se no Rio de Janeiro de 22 a 31 de Agôsto de 1951. Sob a Presidência do Sr. Renato Almeida, Secretario Geral da Comissão Nacional de Folclore, convocado pelo Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura (IBECC), comissão da UNESCO para o Brasil. 
                    
                      Coube a iniciativa da convocação à Comissão Baiana de Folclore, por proposta do Sr. José Calasans Brandão da Silva. Dez grupos de trabalho examinavam os estudos enviados: 

                      Coordenação, Nomenclatura e Classificação, Pesquisa e Registro, Divulgação e Intercâmbio, Literatura Popular, Crendices e Superstições, Artes Populares, Música Popular, Demonstrações Folclóricas, Folclore e Educação, Folclore e Economia, Redação Final. 
                   
                     O Congresso foi instalado pelo Ministro Das Relações Exteriores, João Neves da Fontoura e encerrado pelo Ministro da Educação e Saúde, Simões Filho.
                   
                     Representaram-se a American Folklore Society, Centro de Estudos Antropológicos do Paraguai, Associación Folklórica de Tucumán, Argentina, Instituto Etnológico Nacional da Colômbia e um delegado de Portugal, único convidado oficialmente, Prof. Jorge Dias.
                 
                    O Congresso votou a CARTA DO FOLCLORE BRASILEIRO além de recomendações dos assuntos vitais da disciplina. Houve um programa variado e Demonstrações Folclóricas.
                   
                    Foram apresentadas ao Congresso cento e setenta e cinco Teses.  As conclusões doutrinarias aprovadas pelo Congresso em sua CARTA DO FOLCLORE BRASILEIRO foram essencialmente as seguintes:

I) O primeiro Congresso Brasileiro de Folclore reconhece o estudo do Folclore como integrante das Ciências Antropológicas e Culturais, condena o preconceito de só considerar folclórico o fato espiritual e aconselha o estudo da vida popular em toda sua plenitude, quer no aspecto material, quer no aspecto espiritual.

II) Constituem o fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular e pela imitação, e que não sejam diretamente influenciadas pelos círculos eruditos e instituições que se dedicam ou á renovação e conservação do patrimônio cientifico e artístico humano ou á fixação de uma orientação religiosa e filosófica.

III) São também reconhecidas como idôneas as observações levadas a efeito sobre a realidade folclórica, sem o fundamento tradicional, bastando que sejam respeitadas as características do fato de aceitação coletiva, anônima ou não e essencialmente popular.

IV) Em face da natureza cultural das pesquisas folclóricas, exigindo que os fatos culturais sejam analisados mediante métodos próprios aconselha-se, de preferência, o emprego dos métodos históricos e culturalistas no exame e análise do Folclore. As Teses apresentadas no congresso foram:

Adão Carrazzoni: Trovadores do Rio Grande do Sul;

Adígena Castelo Branco: Danças Alagoanas do Ciclo do Natal;                                                    
Agenor Lopes de Oliveira: O Cordão e os Capoeiras;

Aires da Matta Machado Filho: A Festa do Divino e os Caboclinhos em Diamantina, Minas Gerais e Folclore e Educação;

Aldo Obino: Em Torno da Colheita Folclórica da Música sul- rio- grandense da Região Serrana, Procedida no Verão de 1946;

Alexandre Lopes Bittencourt: A Feira de Caxixi;

Alfredo Povina: La Sociologia del Folkclore;

Alonso Aníbal da Fonseca: As Congadas Atuais, caso de sincretismo total;

Aloisio de Almeida: Contos Populares Colhidos no Sul de São Paulo;

Angélica Resende G. de Paiva: Lenda de Pirapora – Dança de São Gonçalo – Dança do Carneiro – Cantiga de Reis (variante) Pirapora, Minas Gerais;

Antonio Monteiro: A Presença de Olo-Rún no Culto Afro-Baiano;

Antonio Joaquim de Andrade e Almeida: Fotografias do Museu do Ouro, Sabará, Minas Gerais;

Antonio Osmar Gomes: Tradições do Baixo São Francisco:

Arlindo de Souza: Estudos de Etnografia Portuguêsa;

Arnaldo Tavares: Folclore Médico Rural – Crendices Populares Sobre a Bouba;

Bento Aguedo Vieira: Contribuição ás Pesquisas Sobre a Folia do Espirito Santo em Santa Catarina:

Bruno Meneses: A Evolução do Boi-Bumbá:

Cacilda Borges Barbosa: Estudos Brasileiros para Canto;

Carlos A Miller: Poesia Popular(Trabalho Póstumo com Introdução e nota de Walter Spalding;
Clovis Melo: O Folclore como Fator de desenvolvimento da Literatura Brasileira;
Comissão Catarinense: Inquéritos Realizados pela...;
Comissão Paulista: O Fato Folclórico;
Conceição Borges Ribeiro: Alguns Aspectos do Culto a Nossa Senhora Aparecida;
Dante de Laytano: Folclore no Rio Grande do Sul (Tradições do Ciclo Agro-Pastoril);
Darcy Azambuja: Crendices e Superstições da População Rural Sul-Rio-Grandense;
David Carneiro: Tropeiros do Planalto e coisas do seu uso;
Déa Souza: Instrumentos Musicais Ameríndios;
Domingos Vieira Filho: Folclore no Maranhão;
Emmanuel Djalma de Vicenzi: Arte Popular;
Ênio de Freitas e Castro: As Cavalhadas de Vacaria;
Ernesto Cruz: Festas Populares do Pará – Costumes e Tradições e Aves Lendárias da Amazônia;
Esther Pedreira: Folclore Musicado da Bahia;
Evanira Mendes: Dorme – Nenês;
Fausto Teixeira: A Flora na Quadra Popular Mineira:
Florival Seraine: Estudos de Lexicografia e Semântica Cearenses e Estudos Folclóricos e Etnográficos Cearenses;
Frank Goldman: Comunicação sobre alguns aspectos do Folclore Norte-Americano no Brasil;
Frederico Lane: Notas sobre As Rabecas do Ribeirão Fundo;
Fulgêncio Pinto: Natal no Maranhão;
Gastão Justa: Notas sôbre o Folclore;
George Colman: Os Mistérios das Selva;
 Levi Getúlio Cesar: Os Donos de Algumas de Nossas Estórias;
Guilherme Santos Neves: “E” Paragógico, o Alardo, Ticumbi, Poesia Popular das Rimas das Quadras Sôltas e Representações Gráfica da Linguagem Popular;
Gustavo Barroso: Origem do Jaraguá, a Guerra do Paraná, Trovadores e Cantadores, O Folclore das Guerras do Sul e o Padre Cicero e o Folclore;
Henrique Fontes: O Pão por Deus;
Henriqueta Rosa Fernandes Braga: O Cancioneiro Folclórico Infantil como Fator de Educação;
Hermógenes Lima Fonseca: Tentativa de Sistematização;
Hildegardes Cantolino Viana: Contribuição para o estudo da Cozinha Bahiana;
Isabel Vieira: Folia de Reis em Guaxupé (Sul de Minas);
Ivan Pedro de Martins: Sistematização do Estudo Folclórico;
João Batista Conti: Atibaia Folclórica, Influencia Ameríndia na Música Folclórica do Nordeste;
João Batista Xavier: Festa de São Cosme no Arraial;
João Dornas Filho: Trovas Populares, A Sucuri e o Lendário Popular e Seitas e Crendices Populares do Brasil;
João dos Santos Areão: O Cigarro de Palha;
João Ribas Costa: Canoeiros do Rio Santa Maria;
Joaquim Ribeiro e Wilson W. Rodrigues: Romanceiro Tradicional do Brasil no Século XIX;
José Albertino Rodrigues: Denominações Extra-Oficiais da Cidade de São Paulo;
José Aluísio Villela: O Côco de Alagoas;
José Calasans Brandão da Silva: Aspectos Folclóricos da Cachaça;
José Coutinho de Oliveira: Traba – Lenguas e Trocadilho, Contribuição do Estudo da Poesia Popular e Orações e Ensalmos;
José Loureiro Fernandes: A Congada da Lapa – Notas  para a Festa de São Benedito;
José Siqueira: Sistema Trimodal Brasileiro;
Lauro Palhano: Burundangas;
Leon Clerot: Três Lendas do Livro Inédito, A Botânica no Folclore do Brasil;
Hal de Moura: Estudo da Linguagem Popular;
Lizette T. R. Nogueira: O Ensino do Folclore no Brasil;
Lucy Teixeira: Rodas Infantis;
Luís Carlos de Moraes: O Uso do Couro no Passado Sul-Rio-Grandense;
Luís da Câmara Cascudo: Os Mitos Amazônicos da Tartaruga e o Poldrinho Sertanejo e os Filhos do Vizir do Egito;
Luís Gomes G. de Freitas: Arreios Gaúchos;
Luís R. de Almeida: Achegas Folclóricas Sôbre a Música Popular;
Maria de Lurdes Borges Ribeiro: Calendário Folclórico de 13 Cidades do Norte do Estado de São Paulo, Festa de São Benedito de Aparecida e Chico Santeiro, um Artista  de Aparecida;
Maria Pavão Von Bassewitz: Mitos e Lendas, Crendices e Superstições na Medicina Popular do Brasil Austral;
Maria Silvia Pinto: Influencia do Folclore na Música Erudita;
Mariza Lira: Afinidades do Folclore Italiano e do Folclore Paulista;
Moacir M. F. Silva: Provérbios Meteoro-agrícolas em Língua Portuguêsa, Fazer Chuva e Fazer a Chuva, A Mãe do Ouro, Alguns Nomes de Chuva e Ventos e outros têrmos de Weather Lore no Brasil e a Geografia e o Folclore;
Nicanor Miranda: As Cavalhadas de Atibaia;
Nunes Pereira: Sahiré e Marabaixo;
Odorico Pires Pinto: A Tatuagem como expressão Folclórica;
O. Ismaelino de Castro, M. Cavalcanti Proença e José Ramos: O Folclore e o Ensino de Português no Curso Secundário;
Oracy Nogueira: Introdução a Metodologia da Pesquisa Social;
Osorio Nunes: O Folclore aplicado ao Turismo;
Oswaldo R. Cabral: Os Calungas de Barro Cozido, Antigos Folguedos Infantis de Santa Catarina e a Necessidade do Aparelhamento das Comissões Estaduais de Folclore;
Otavio Nunes: Arraias;
Othelo Rosa: Um Enigma do Folclore Gaúcho;
Othon Xavier de Brito: Lendas Carajás;
Paulo Jatobá: Benditos na Bahia;
Patrício Guerra: Notas Folclóricas;
Plinio de Almeida: Folclore Canavieiro do Santo Amaro, Recôncavo da Bahia e Dendro-demografia;
Pórcia G. Alves: Canções de Roda;
Raymundo de Souza Brito: Festa do Alardo em Cairu, Bahia;
Renato José Costa Pacheco: Advinhas (Classificação e Análise T-II-8) e o Jogo do Bicho e a Musa;
Rossini Tavares de Lima: Fórmulas para terminar estórias, quadro comparativo de alguns fatos folclóricos coreográficos musicais no presente e no passado de 87 cidades paulistas, O Erudito e o popularesco na Música Folclórica; Dança de Velhos, Notas sobre o Romance de Antoninho e Recomendações de Almas, uma tradição que não desapareceu;
Saul Martins: Folclore das Caçadas;
Silvio Júlio: Linguagem Popular dos Gaúchos, Querência;
Silvio Salema Garção Ribeiro: Canjerê – Macumba Brasileira – Fetichismo e o Racismo e a Música;
Théo Brandão: Os Maracatus de Alagoas, Romances do ciclo do gado em Alagoas, Cheganças e Fandangos de Alagoas e o Auto dos Cabocolinhos;
Urbano V. G. Salles: Pescadores de Nossa Terra;
Verissimo de Melo: Estórias de Caboclo, “Wellerism”, Dialetos Infantis, Maneiras de Dizer, Quem Dinheiro Tiver, Quadrinhas Populares, Amigo da Onça, Gíria de Futebol, Há quatro coisas no Mundo, e Silva de Comparações:
Vitor Peluso Junior: Geografia e Folclore;
Walter F. Plazza: A Cerâmica Popular Catarinense, Fandangos e Ratoeiras e o Lobisomem;
Walter Spalding: Superstições de Sexta-Feira Santa e Festas de Natal, Ano Novo e Santos Reis;
Wanda K. Vianna Monte: Cantos de Trabalho e Sinfonia Cabocla;
Yvonne Jean: A Necessidade de Incentivo aos Trabalhadores Artesanais;
Frederico Lane, Jamile Japur e Rossine Tavares de Lima: Notas sobre o atual Batuque ou Tambu no estado de São Paulo;
Elsa Dellior Gomes: Algumas notas sobre a influência francesa nas rodas Infantis;
Afonso Dias: O Batuque em Tietê;
Rossini Tavares de Lima: Os Caiapós, dança de inspiração ameríndia;
Rossini Tavares de Lima e Jamile Japur: Fórmulas Referentes a vender fiado;
Francisco Manoel Brandão: O Folclore e as tradições a serviço da Propaganda, do Turismo e da Educação;
Com. Fluminense de Folclore: Folclore Fluminense – Melodias Populares e Folclore Fluminense - Lendas e Tradições;
Maria Dellia Millan de Palavecino: El Nandutti en el Litoral Argentino;
José Siqueira: A puxada de Xaréu na praia do Chega-Negra e os Cantos de Trabalho, Samba de Corrido, Samba de Chula, O Côco Praieiro e suas características e A Musga do Quilombo;
Ramón Cezar Bejerano: Corridas de Toro em Yaguaron;
Adolfo Acosta Meugarejo: Fiestas Populares en el mercado dos Bocas;
Juan A. Segovia: Los últimos Payaguá;
Léon Cadogan: La Rua de S. Juan;
Paulo de Carvalho Neto: Folclore Paraguayo – Brasileño (La creencia y el saber popular sobre la reprodución humana);
José Bezerra Gomes: O Brinquedo de João Redondo.

Luís da Câmara Cascudo: DICIONÁRIO DO FOLCLORE BRASILEIRO, págs.: 194 a 196, Rio de Janeiro – 1954.




Brincadeira de Criança. "Edesio Esteves"



Brincadeira de Criança."Ricardo Ferrari"



Ciranda de Roda. "Rosangela Borges"





- SALÃO DE AUDIÇÃO-



A Cobra da Àgua. (Bendito-Caboclo)
Àlbum: Rua da Festa


Obrigado... Amigos!!! por esse agradavel "Encontro".